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Laudo descarta suicídio e aponta que policial Gisele foi assassinada em São Paulo

Perícia encontrou elementos que indicam a participação de uma segunda pessoa na morte da soldado; tenente-coronel, que era companheiro da vítima, responde por feminicídio e continua preso.

04/09/2026 às 16h10
Por: Redação
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São Paulo – Um novo laudo do Instituto de Criminalística de São Paulo descartou a hipótese de que a soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana tenha cometido suicídio. O documento aponta que os elementos encontrados no local da morte são incompatíveis com essa versão e indicam a participação de uma segunda pessoa.

Gisele foi encontrada morta com um tiro na cabeça no dia 18 de fevereiro, no apartamento onde morava com o então companheiro, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto. Na ocasião, ele acionou o socorro e comunicou o caso às autoridades como um possível suicídio.

A versão, porém, foi contestada desde o início pela família da policial e passou a ser investigada como morte suspeita.

Segundo o laudo complementar, assinado no dia 1º de setembro, a análise das manchas de sangue e de outros elementos encontrados no imóvel contradiz a possibilidade de suicídio. A perícia também concluiu que a hipótese de intervenção de uma segunda pessoa permanece compatível com o conjunto das evidências.

Lesões também chamaram atenção

Exames realizados anteriormente pelo Instituto Médico Legal (IML) já haviam identificado lesões contundentes no rosto e na região do pescoço da policial. Os ferimentos foram descritos como compatíveis com pressão dos dedos e marcas provocadas por unhas.

Outro ponto investigado é o intervalo entre o disparo e o pedido de socorro. Uma vizinha relatou ter ouvido um tiro por volta das 7h28. O chamado feito por Geraldo Neto ao Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) ocorreu às 7h57, quase meia hora depois.

Tenente-coronel continua preso

Geraldo Leite Rosa Neto foi preso em 18 de março, um mês após a morte de Gisele, em São José dos Campos, no interior paulista. Ele é réu por feminicídio e permanece detido no Presídio Militar Romão Gomes, em São Paulo.

A defesa do acusado nega que ele tenha cometido o assassinato.

O advogado da família de Gisele afirmou que o novo laudo reforça os elementos já reunidos durante a investigação e que a família sempre contestou a versão de suicídio.

Uma nova audiência do processo está prevista para a próxima terça-feira (8), quando o tenente-coronel deverá ser interrogado.

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O caso continua sendo investigado pela Justiça de São Paulo.

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