
Uma família de pastores que realizava trabalhos religiosos dentro de presídios de Mato Grosso passou a ser investigada pela Polícia Civil por uma possível ligação com o Comando Vermelho (CV). O caso envolve Nivaldo e Orminda de Almeida e a filha do casal, Rhavenna Barcelos de Almeida.
Segundo as investigações, o acesso às unidades prisionais, inicialmente concedido para atividades religiosas, teria sido utilizado também para estabelecer ou manter contato com integrantes da organização criminosa.
A apuração, autorizada pela Justiça, analisou conversas, imagens, vídeos e áudios atribuídos aos investigados. Os investigadores também verificam possíveis movimentações financeiras e a eventual ocultação de valores relacionados ao tráfico de drogas.
Entre os registros analisados pela polícia, Rhavenna aparece em imagens ao lado de armas, dinheiro, joias e veículos de alto valor. Ela também teria mantido contato com Jonas Souza Gonçalves Júnior, conhecido como “Batman”, apontado pelas autoridades como uma das lideranças do Comando Vermelho em Mato Grosso.
Ainda conforme a investigação, Rhavenna teria mantido contato com “Batman” mesmo após a fuga dele para o Rio de Janeiro. Mensagens analisadas pelos investigadores indicariam o compartilhamento de localizações e informações relacionadas a operações policiais, além de viagens realizadas pela jovem ao estado para encontrá-lo.
As suspeitas ainda são objeto de investigação e deverão ser esclarecidas pelas autoridades responsáveis pelo caso.
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