
A produção brasileira de ovos para consumo alcançou um novo recorde no primeiro semestre de 2026. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país produziu 2,04 bilhões de dúzias de ovos entre janeiro e junho, o equivalente a aproximadamente 24,5 bilhões de unidades.
O volume é o maior já registrado para os primeiros seis meses de um ano desde o início da série histórica do IBGE, em 2012. O resultado reforça a expansão da produção nacional de ovos observada nos últimos anos.
Apesar do aumento da oferta, os preços também apresentaram elevação entre o primeiro e o segundo trimestre de 2026. De acordo com pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), fatores relacionados aos custos de produção, principalmente milho e farelo de soja, influenciaram o comportamento do mercado.
No início de setembro, os preços dos ovos continuaram apresentando valorização em algumas regiões do país.
Na Grande São Paulo, por exemplo, o preço médio da caixa com 30 dúzias de ovos brancos chegou a R$ 141,78 no dia 3 de setembro, enquanto o ovo vermelho alcançou R$ 154,98, segundo dados citados pelo Cepea.
O cenário ocorre mesmo diante da maior disponibilidade do produto no mercado interno.
O avanço registrado no primeiro semestre ocorre em um momento de expansão da atividade avícola brasileira. Projeções da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) indicam que o Brasil poderá produzir 64,8 bilhões de ovos em 2026, crescimento estimado de 4,1% em relação ao ano anterior.
Além da produção, a expectativa é de aumento no consumo. A projeção aponta para aproximadamente 301 ovos por habitante ao longo do ano.
Os números mostram a importância crescente do setor de ovos na produção de alimentos no país e também o impacto dos custos de alimentação das aves sobre os preços pagos pelo consumidor.
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