
A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) confirmou três casos da chamada Doença de Haff, conhecida popularmente como “doença da urina preta”, associados ao consumo de pacu no município de Itacoatiara, a cerca de 176 quilômetros de Manaus.
De acordo com o Boletim Epidemiológico divulgado pela FVS, os casos foram registrados ao longo de 2025 e todos ocorreram na zona urbana do município. As investigações apontam que os pacientes consumiram pacu preparado em casa, frito ou assado, poucas horas antes do início dos sintomas.
A Doença de Haff é uma condição rara caracterizada pela rabdomiólise, que é a destruição das fibras musculares, podendo levar a complicações graves se não houver atendimento médico rápido. Um dos sinais mais conhecidos é a urina escura, que dá nome popular à doença.
Entre os principais sintomas apresentados pelos pacientes estão:
dores musculares intensas
fraqueza generalizada
rigidez muscular
alteração na coloração da urina
Exames laboratoriais mostraram níveis elevados da enzima CPK, indicador direto de lesão muscular.
Segundo a FVS, dois casos foram registrados em junho de 2025, envolvendo pessoas da mesma família, e outro em dezembro do mesmo ano. Em todos os episódios, os sintomas surgiram cerca de nove horas após o consumo do peixe, o que reforçou a suspeita da doença.
A Fundação de Vigilância em Saúde reforça que, apesar de serem casos raros, é fundamental que a população procure atendimento médico imediato ao apresentar sintomas após o consumo de pescado.
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O pacu é um dos peixes mais consumidos no Amazonas, e as autoridades de saúde seguem monitorando novos registros para garantir a segurança alimentar da população.
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