
Dados oficiais mostram que o Brasil registrou 84.760 casos de pessoas desaparecidas em 2025, o que equivale a uma média de 232 sumiços por dia. O número representa um aumento de 4,1 % em relação a 2024 e reforça a dimensão e os desafios na busca por pessoas em todo o país.
Segundo o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), os registros aumentaram mesmo após a criação da Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas em 2019 — uma iniciativa que nasceu para integrar ações de órgãos de segurança, saúde e assistência social, mas que ainda encontra dificuldades para conter a tendência de alta.
Especialistas observam que, historicamente, a quantidade de desaparecimentos só diminuiu em 2020 e 2021, período marcado pela pandemia de COVID-19, que acabou dificultando o acesso a delegacias e ampliou a subnotificação de casos.
Em contrapartida ao aumento das ocorrências, o número de pessoas localizadas em 2025 também cresceu, chegando a 56.688, alta de 2% em relação a 2024 e de 51% em comparação a 2020. Especialistas atribuem esse avanço a um melhor uso de ferramentas de busca e à cooperação entre instituições federais, estaduais e municipais.
Um dado que preocupa é que 28 % dos desaparecidos tinham menos de 18 anos em 2025 — um aumento de 8 % em comparação ao ano anterior. Entre esse grupo, as ocorrências com meninas representam a maioria, segundo levantamentos que cruzam informações do Sinesp com estudos de organizações especializadas.
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A Política Nacional de Busca ainda enfrenta desafios de implementação. O Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas, considerado peça-chave da política pública, foi criado apenas em 2025 e registra baixa adesão dos estados, o que influencia a eficiência das buscas e a integração de dados entre diferentes regiões do país.
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