
O Amazonas deve passar por uma eleição indireta ainda em 2026 para definir o novo governador do estado. A mudança no formato ocorre após a renúncia simultânea do governador Wilson Lima e do vice-governador Tadeu de Souza.
Com a saída dos dois chefes do Executivo, a Constituição do Estado determina que a escolha do novo governador não será feita pelo voto popular, mas sim pelos deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).

A regra é clara: quando os cargos de governador e vice ficam vagos nos últimos dois anos do mandato, a eleição deve ser indireta. Ou seja, a população não vai às urnas — quem decide são os parlamentares.
Se a vacância tivesse ocorrido nos dois primeiros anos de governo, aí sim haveria uma nova eleição direta.
Neste modelo:
Os candidatos, na prática, surgem do meio político e precisam cumprir os requisitos legais para disputar o cargo.
O governador eleito não inicia um novo mandato completo. Ele assume apenas para cumprir o tempo restante da atual gestão, até o fim de 2026.
Esse tipo de gestão é conhecido como “mandato tampão”.
Até que a eleição indireta seja realizada, o comando do governo fica de forma interina com o presidente da Assembleia Legislativa, seguindo a linha sucessória prevista na Constituição estadual.
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A decisão abre espaço para uma reorganização política no Amazonas, especialmente por ocorrer em ano eleitoral. Nos bastidores, a movimentação já é vista como estratégica, já que lideranças devem disputar cargos nas eleições gerais de outubro.
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