
A eliminação precoce da Coreia do Sul na Copa do Mundo de 2026 teve desdobramentos preocupantes. O técnico Hong Myung-bo passou a ser alvo de ameaças de morte após o retorno da delegação ao país, levando as autoridades sul-coreanas a abrirem uma investigação sobre o caso.
Segundo informações da imprensa local, o treinador recebeu uma mensagem afirmando que seria assassinado assim que desembarcasse em território sul-coreano. Por causa da gravidade da ameaça, Hong Myung-bo deixou o Aeroporto de Incheon sob forte esquema de segurança, escoltado por agentes, enquanto enfrentava protestos de torcedores revoltados com a campanha da seleção.
Além das ameaças, a indignação dos torcedores ganhou as ruas. Cartazes criticando o treinador foram espalhados em bares, ônibus e diversos estabelecimentos comerciais. Em alguns locais, havia até avisos informando que Hong Myung-bo "não era bem-vindo", em uma demonstração do clima de revolta após a eliminação. Nas redes sociais, memes e críticas ao comandante também viralizaram.
A Coreia do Sul iniciou sua participação no Mundial vencendo a República Tcheca por 2 a 1, mas acabou sendo derrotada pelo México e pela África do Sul nas partidas seguintes, resultado que culminou na eliminação ainda na fase de grupos.
Diante da pressão e da forte repercussão negativa, Hong Myung-bo anunciou sua saída do comando da seleção no último domingo (28), encerrando um trabalho iniciado em julho de 2024.
As autoridades da Coreia do Sul tratam as ameaças como um caso sério. A polícia já iniciou as investigações para identificar o autor da mensagem e apurar a origem das intimidações contra o treinador.
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O episódio reforça o clima de tensão vivido pelo futebol sul-coreano após uma das campanhas mais decepcionantes da história recente da seleção em Copas do Mundo.
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