
Os miomas uterinos são os tumores benignos mais frequentes do aparelho reprodutor feminino e podem afetar até 70% das mulheres ao longo da vida. Embora muitas pacientes não apresentem sintomas, outras convivem com sangramentos intensos, dores pélvicas, anemia e dificuldades para engravidar, o que torna o diagnóstico precoce fundamental para definir o tratamento mais adequado.
Os avanços da medicina têm ampliado as opções terapêuticas, permitindo, em muitos casos, tratar os miomas sem a necessidade de retirar o útero. A escolha do tratamento depende de fatores como o tamanho, a localização e a quantidade dos miomas, além da idade da paciente, dos sintomas e do desejo de preservar a fertilidade.
Segundo o ginecologista Dr. Carlos Enrique, a cirurgia não é indicada para todas as pacientes e deve ser avaliada de forma individualizada.
"Nem todo mioma precisa ser operado. Muitas mulheres convivem com a doença sem apresentar sintomas e apenas necessitam de acompanhamento médico. Quando há indicação cirúrgica, sempre que possível buscamos preservar o útero, especialmente nas pacientes que desejam engravidar ou manter esse órgão por questões de saúde e qualidade de vida", destaca o especialista.
Durante a entrevista, o médico também esclarecerá as principais dúvidas sobre os miomas uterinos, explicando por que eles surgem, quais são os tipos mais comuns, os sintomas de alerta, os métodos de diagnóstico e as opções de tratamento disponíveis, incluindo técnicas cirúrgicas menos invasivas que preservam o útero. A pauta também abordará mitos e verdades sobre a doença, como o risco de transformação em câncer situação considerada rara, além da importância do acompanhamento ginecológico regular para identificar alterações precocemente e garantir um tratamento seguro e personalizado.
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