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Terremoto na Colômbia deixa 304 mortos e causa prejuízo estimado em US$ 9,6 bilhões

Abalo de magnitude 7,4 atingiu o oeste do país no dia 10 de agosto; autoridades ainda contabilizam centenas de desaparecidos

18/08/2026 às 18h26
Por: Redação
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Terremoto na Colômbia. Foto: Joaquin Sarmiento/AFP
Terremoto na Colômbia. Foto: Joaquin Sarmiento/AFP

O terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia no dia 10 de agosto provocou uma das maiores tragédias recentes do país e já tem prejuízos econômicos estimados em US$ 9,6 bilhões, o equivalente a aproximadamente R$ 49 bilhões.

A estimativa preliminar foi divulgada pelo presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, com base em um levantamento realizado por uma empresa privada. Segundo ele, os danos estão concentrados principalmente em construções e na infraestrutura de regiões do oeste colombiano.

O balanço mais recente das autoridades de atendimento a desastres aponta 304 mortos e 4.548 feridos. Além disso, 426 pessoas continuam desaparecidas, enquanto as equipes de emergência avançam para a etapa de retirada dos escombros, com poucas esperanças de encontrar sobreviventes.

Milhares de construções foram atingidas

O forte tremor provocou o desabamento de milhares de construções em diferentes áreas do oeste da Colômbia, atingindo cidades importantes como Cali e Pereira, além de localidades da região do Pacífico e do eixo cafeeiro.

De acordo com a estimativa econômica apresentada pelo governo, cerca de 24,5 trilhões de pesos colombianos correspondem a danos em edifícios, enquanto outros 5,5 trilhões de pesos estão relacionados à infraestrutura.

As autoridades ressaltam, porém, que o valor ainda é preliminar e poderá aumentar conforme novas avaliações sejam realizadas nas regiões atingidas.

Governo inicia reconstrução

Uma semana após o terremoto, o governo colombiano iniciou uma nova fase de resposta à tragédia, com a remoção dos escombros e o planejamento da reconstrução das áreas destruídas.

O presidente anunciou o chamado “Plano Milagre de Reconstrução”, que deverá envolver construtoras, instituições financeiras, seguradoras, governadores e prefeitos.

A tragédia também representa o primeiro grande teste para o governo de Abelardo de la Espriella, que havia assumido a Presidência poucos dias antes do terremoto.

A Colômbia também recebeu ajuda financeira internacional de países e instituições, entre eles os Estados Unidos e o Banco Mundial.

Diante do impacto econômico provocado pela catástrofe, o governo colombiano busca ainda medidas para aliviar a pressão sobre a economia do país. O presidente pediu aos Estados Unidos uma suspensão temporária de tarifas e afirmou que seu governo negocia a medida com Washington.

Enquanto as autoridades calculam os prejuízos e iniciam os trabalhos de reconstrução, milhares de colombianos permanecem afetados pela destruição provocada pelo terremoto, que deixou um rastro de mortes, feridos, desaparecidos e perdas materiais em diversas regiões do país.

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