
Mensagens analisadas em uma investigação conduzida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) apontam que a lobista Roberta Luchsinger teria relatado gastos de aproximadamente R$ 100 mil por mês relacionados a despesas de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Os diálogos fazem parte de uma apuração da Polícia Federal (PF) sobre uma possível atuação de pessoas ligadas ao setor empresarial e de lobby para abrir portas e intermediar negócios junto a órgãos públicos federais.
Entre os órgãos citados na investigação está a Dataprev, empresa pública de tecnologia vinculada ao governo federal.
Reprodução/Instagram - Roberta Luchsinger é lobista apontada pela PF
Segundo a investigação, os áudios analisados pela PF foram gravados em agosto de 2025 e envolveriam uma conversa entre Roberta Luchsinger e o empresário Cléber Ribas.
Durante o diálogo, a lobista teria questionado sobre pagamentos que estariam pendentes e mencionado a necessidade dos recursos para comprar passagens aéreas para Lulinha.
Em outro trecho, Roberta teria afirmado que mantinha uma estrutura com despesas mensais próximas de R$ 100 mil e que os atrasos nos pagamentos poderiam comprometer a aquisição das passagens.
A PF busca identificar quem seria a pessoa mencionada na conversa pelo nome de “Freitas” e verificar se os valores citados efetivamente foram pagos.
Os investigadores também apuram se as conversas indicam pagamentos relacionados a possíveis vantagens indevidas ou se tratavam apenas de negociações informais, sem que necessariamente tenham resultado em ilícitos.
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva questionou a forma como os diálogos foram divulgados. Segundo os advogados, não é possível confirmar a autenticidade das mensagens apresentadas e, mesmo que os interlocutores sejam de fato Roberta e Cléber, os trechos poderiam ter sido retirados do contexto original.
A defesa de Roberta Luchsinger também criticou o vazamento de informações de uma investigação que tramita sob sigilo. Os advogados afirmaram que a divulgação seletiva dos diálogos pode prejudicar o andamento das apurações.
Já a defesa de Cléber Ribas afirmou que a divulgação fragmentada das conversas prejudica o direito de defesa. Os advogados também sustentam que os contratos firmados pelas empresas do empresário com órgãos públicos seguiram procedimentos formais e negam a existência de irregularidades.
Em manifestação ao iG, a Dataprev afirmou que não faz parte do caso e não está incluída nas investigações conduzidas pelo STF e pela Polícia Federal.
A empresa pública também informou que não celebrou contratos com as empresas Blockbit e 3Structure IT, representadas pelo empresário Cléber Ribas de Oliveira.
A Dataprev declarou ainda que mantém compromisso com a transparência e que, caso seja solicitada pelas autoridades, fornecerá as informações necessárias às investigações.
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Importante: as informações fazem parte de uma investigação em andamento. Até o momento, as alegações mencionadas nos diálogos não representam, por si só, uma conclusão definitiva sobre a prática de crimes ou irregularidades.
Fonte: iG/Último Segundo | Edição: Portal Solimões
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