23°C 37°C
Manaus, AM
Publicidade

Eleições e IA: como identificar desinformação e consumir conteúdo com responsabilidade

Avanço da Inteligência Artificial torna conteúdos falsos cada vez mais realistas e exige atenção redobrada dos eleitores, alerta especialista do Sidia.

28/09/2026 às 16h12
Por: Redação
Compartilhe:
Eleições e IA: como identificar desinformação e consumir conteúdo com responsabilidade
Manaus (AM) – Com a aproximação das eleições, o uso da Inteligência Artificial (IA) Generativa tem ampliado tanto as possibilidades de comunicação quanto os desafios relacionados à desinformação. Ferramentas capazes de criar imagens, vídeos e áudios altamente realistas estão tornando mais difícil distinguir conteúdos verdadeiros de materiais produzidos artificialmente, aumentando o risco de disseminação de informações falsas durante o período eleitoral.
 De acordo com especialista em Inteligência Artificial do Sidia Instituto de Ciência e Tecnologia, doutor Rayol Neto, a IA Generativa é uma tecnologia que cria novos conteúdos a partir de padrões aprendidos em grandes volumes de dados disponíveis na internet.
 “A tecnologia aprende padrões a partir de enormes volumes de material disponível digitalmente e, a partir de uma instrução escrita, produz algo que combina com esses padrões. Os conteúdos gerados por IA estão cada vez mais convincentes devido à combinação de maior capacidade de processamento, avanços técnicos nos modelos de geração de conteúdo e à popularização das ferramentas”, explica.
 Um dos principais desafios associados a esse avanço é o surgimento dos chamados deepfakes, conteúdos sintéticos que reproduzem ou alteram imagens, vozes ou vídeos para parecerem autênticos.
 “Um áudio de um político dizendo algo que nunca disse, ou o vídeo de uma situação que nunca ocorreu, são exemplos de deepfake”, afirma o pesquisador.
 Segundo Rayol, a tecnologia pode ter aplicações legítimas em campanhas eleitorais, como produção de materiais gráficos, tradução de conteúdos, legendagem, edição de vídeos e atendimento automatizado aos eleitores. O problema surge quando esses recursos passam a ser utilizados para manipular a percepção pública.
 “Basicamente quando a IA deixa de ser ferramenta de comunicação e passa a ser ferramenta de engano. Os casos típicos são o deepfake que coloca palavras na boca de um adversário, o áudio falso vazado na véspera da votação ou a fabricação de provas de corrupção”, alerta.
 
 Como o eleitor pode se proteger
 
Embora existam sinais visuais e sonoros que podem indicar a manipulação de imagens, vídeos e áudios, Rayol ressalta que o método mais confiável para identificar possíveis fraudes continua sendo a verificação das fontes.
 “Pergunte: quem publicou primeiro? Existe outra fonte? Se um político tivesse dito aquilo em público, haveria vídeo de outros ângulos, cobertura de imprensa e reação imediata. Conteúdo que aparece sem origem rastreável, que chega por encaminhamento de WhatsApp e que provoca forte reação emocional é o padrão de risco, com ou sem IA”, destaca.
 O especialista também lembra que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atualizou as regras para o uso de Inteligência Artificial no contexto eleitoral, estabelecendo a obrigatoriedade de identificação de conteúdos sintéticos e medidas de combate ao uso de deepfakes com fins eleitorais.
 
 Educação midiática como principal defesa
 
Para Rayol, a sociedade já vive um cenário em que muitos conteúdos produzidos por IA são praticamente indistinguíveis dos reais.
 “Em imagem estática, a inspeção visual comum não distingue mais o real do sintético, em áudio, também não, em vídeo, a margem é pequena e está se fechando”, afirma.
 Diante desse contexto, o especialista acredita que a principal estratégia de proteção está no fortalecimento da educação midiática.
 “A educação midiática é a única que não envelhece junto com a tecnologia. O hábito mental de verificar antes de acreditar continua servindo independentemente de qual geração de IA esteja em circulação”, conclui.
 
 Sobre o Sidia
 
Fundado em 2003, o Sidia é um dos maiores institutos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) do Brasil. O instituto possui duas unidades em Manaus (AM), uma em Porto Velho (RO) e outra em São Paulo (SP), atuando no desenvolvimento de tecnologias de ponta em áreas como software, telecomunicações (5G e 6G), TV Digital, saúde, imersão (AR, VR e XR), Indústria 4.0 e segurança cibernética. O Sidia conta com mais de 1.000 profissionais, infraestrutura moderna e laboratórios de referência internacional. Saiba mais em www.sidia.com.
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Manaus, AM
27°
Parcialmente nublado

Mín. 23° Máx. 37°

29° Sensação
2.57km/h Vento
74% Umidade
100% (2.94mm) Chance de chuva
06h46 Nascer do sol
18h54 Pôr do sol
Ter 34° 23°
Qua 37° 26°
Qui 37° 28°
Sex 35° 25°
Sáb 36° 26°
Atualizado às 16h01
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,22 +0,83%
Euro
R$ 5,94 +0,64%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 462,927,50 -0,18%
Ibovespa
182,991,13 pts -0.26%
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade