
Os juros cobrados nas operações de crédito para as famílias brasileiras permaneceram em alta e alcançaram 64% ao ano em junho, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC). A taxa representa um aumento de 1,2 ponto percentual em relação a maio e de 4,6 pontos percentuais na comparação com o mesmo período do ano passado, refletindo o cenário de crédito mais caro no país.
De acordo com o BC, o avanço das taxas está ligado à manutenção da taxa básica de juros (Selic) em níveis elevados, medida adotada para controlar a inflação. Com isso, empréstimos, financiamentos e compras parceladas continuam pesando mais no bolso dos consumidores.
Entre as empresas, a taxa média de juros das operações de crédito livre também registrou alta e chegou a 26,4% ao ano, avanço de 0,6 ponto percentual em relação ao mês anterior. Já a taxa média geral das concessões de crédito livre atingiu 42,8% ao ano.
Apesar do aumento dos custos, o saldo total das operações de crédito no país continuou crescendo em junho, impulsionado pela demanda de famílias e empresas. No entanto, especialistas apontam que os juros elevados tendem a reduzir o consumo, dificultar investimentos e aumentar o comprometimento da renda das famílias endividadas.
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Os dados fazem parte das Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgadas mensalmente pelo Banco Central, que acompanham a evolução do mercado de crédito no Brasil.
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