
Uma tragédia chocou moradores do bairro São Jorge, na zona Oeste de Manaus, no fim da tarde desta segunda-feira (17). Um homem identificado como Ezenilson Silva foi preso suspeito de envolvimento na morte de três pessoas e de deixar uma quarta vítima gravemente ferida dentro de uma residência na região.
De acordo com as informações repassadas sobre o caso, Ezenilson teria utilizado um martelo para golpear as vítimas na cabeça. Após os ataques, ele teria jogado a ferramenta em um igarapé.
Entre os mortos está o professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Guilherme Pereira Lima Filho, de 66 anos. A universidade confirmou a morte e publicou uma nota de pesar. Guilherme integrava a Faculdade de Educação (Faced) e tinha uma trajetória de décadas dedicada à formação de professores, com atuação em áreas como tecnologia assistiva, mediação pedagógica, tecnologias e educação.
Segundo as informações levantadas até o momento, a motivação inicial teria relação com uma dívida financeira. Ezenilson teria pedido dinheiro emprestado ao ex-sogro, identificado como Francisco das Chagas Moraes Santão. Diante da negativa, o suspeito teria atacado Francisco e, posteriormente, outras pessoas que estavam na residência.
Uma das vítimas seria uma pessoa com deficiência, filha de Francisco. Conforme o relato apurado, ela também teria sido morta durante o ataque.
Ainda segundo as informações iniciais, Dilma Cilene Lima Sampaio, de 53 anos, agente comunitária de saúde e ex-companheira de Francisco, teria chegado à residência acompanhada do irmão, Guilherme. Os dois também teriam sido atacados. Guilherme morreu e Dilma ficou gravemente ferida.
A situação começou a levantar suspeitas entre familiares depois que Ezenilson apresentou comportamento nervoso ao ser questionado sobre o que havia acontecido na casa. Durante as primeiras verificações, familiares teriam encontrado marcas de sangue na motocicleta utilizada pelo suspeito, aumentando a desconfiança.
A polícia foi acionada e Ezenilson acabou localizado e preso.
Durante a abordagem, conforme informações divulgadas sobre o caso, ele teria confessado os assassinatos e relatado que utilizou um martelo nos ataques. A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) deve investigar detalhadamente a dinâmica do crime e a motivação.
Ezenilson, segundo relatos de familiares, morava na residência onde ocorreu o crime. Ele teria permanecido no local para ficar próximo do filho, de 11 anos, que é autista. A criança também estaria vivendo com as vítimas.
Ainda conforme as informações repassadas à reportagem, uma das filhas de Francisco teria se separado de Ezenilson e se mudado para outro estado. Mesmo após a separação, ele teria continuado morando na casa para permanecer perto do filho.
O que antes seria uma convivência familiar acabou terminando em uma das cenas mais violentas registradas em Manaus nesta segunda-feira.
Ezenilson foi encaminhado para os procedimentos policiais e deverá responder, inicialmente, por homicídio qualificado e tentativa de homicídio, enquanto as circunstâncias e a motivação do crime continuam sendo investigadas.
A morte de Guilherme também provocou comoção na comunidade acadêmica. Em nota, a Ufam lamentou profundamente o falecimento do professor e manifestou solidariedade aos familiares, amigos, colegas e alunos.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Amazonas.
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