
Estado registrou 188 focos ativos nesta sexta-feira (16), após pico de 494 registros em 10 de outubro. Operação reúne 330 brigadistas, aeronaves e equipes de diferentes órgãos ambientais.
MANAUS (AM) — O número de focos de incêndio no Amazonas apresentou redução após cinco dias de atuação de uma força-tarefa mobilizada para combater as queimadas no estado. Mais de 300 focos de incêndio florestal foram extintos pelas equipes, segundo informações divulgadas pelo governo federal.
Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontaram 188 focos ativos nesta sexta-feira (16). O resultado representa uma queda significativa em relação ao dia 10 de outubro, quando o estado registrou 494 novos focos.
A operação é coordenada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), com o objetivo de conter o avanço das chamas e reduzir os impactos ambientais provocados pelo fogo.
Para reforçar o combate às queimadas, a força-tarefa mobilizou 330 brigadistas, além de 11 aeronaves, 32 veículos terrestres e oito embarcações.
As equipes atuam em diferentes regiões do Amazonas, identificando áreas atingidas, combatendo incêndios e tentando impedir que novos focos se espalhem pela vegetação.
O trabalho também envolve órgãos de segurança pública, que investigam as causas dos incêndios e buscam identificar possíveis responsáveis pelas ocorrências.
Além do combate direto às chamas, as autoridades investigam a possibilidade de parte dos incêndios ter sido provocada intencionalmente.
Segundo informações divulgadas pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, as polícias Federal, Rodoviária Federal e Civil do Amazonas participam das apurações.
A pesquisadora Ane Alencar, diretora de Ciência do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), aponta que muitos incêndios na região têm origem humana e alerta para possíveis relações entre o avanço do fogo e a ocupação irregular de terras públicas.
As suspeitas, porém, precisam ser confirmadas pelas investigações. A identificação dos responsáveis é considerada fundamental para prevenir novas ocorrências e responsabilizar quem cometer crimes ambientais.
O período de estiagem na região amazônica, que costuma se estender de agosto a novembro, aumenta o risco de incêndios florestais. A vegetação mais seca facilita a propagação do fogo, enquanto a falta de chuvas dificulta o controle das chamas.
Especialistas também acompanham os possíveis efeitos do fenômeno El Niño, que pode contribuir para irregularidades no regime de chuvas e agravar as condições de seca.
Mesmo com a redução dos focos ativos, a situação exige atenção. A fumaça das queimadas continua representando um risco à saúde, especialmente para crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias.
A diminuição dos focos de incêndio não significa que os riscos tenham desaparecido. A qualidade do ar depende de fatores como a intensidade das queimadas, a direção dos ventos e a dispersão dos poluentes.
A recomendação é evitar atividades físicas ao ar livre quando houver muita fumaça, manter a hidratação e procurar atendimento médico em caso de falta de ar ou agravamento de sintomas respiratórios.
As autoridades seguem monitorando a situação e mantendo as equipes mobilizadas para combater novos incêndios no Amazonas.
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